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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Sou bi ou pan?

Me considero uma pessoa bi-pan.

Sou pan porque me sinto atraído por pessoas, independentemente do gênero delas. Contudo, raramente me sinto atraído de forma isonômica por todos os gêneros. Na maioria do tempo, me sinto atraído em maior intensidade por determinados gêneros e isso vai variando em determinadas épocas da minha vida. Porém, da mesma forma que pessoas bissexuais podem se atrair com intensidade diferente, o fato de eu me atrair por determinado gênero com menor frequência/intensidade não apaga a possibilidade de atração. Não acredito que haja um critério que selecione pessoas legitimamente Pansexuais de pessoas que "não são dignas" de assim se identificar. É o termo que uso menos para me identificar, dependendo da necessidade de força política do momento, conforme explico a seguir.

Sou bissexual porque é uma identidade que também me contempla na medida em que entendo bissexuais como pessoas que se atraem por mais de um gênero (o que se costuma a considerar como o guarda-chuva bissexual = pessoas não-monossexuais). Considero uma identidade que, politicamente, tem um poder maior de diálogo com a população "leiga" (heterossexuais cis que desconhecem tantas nuances das sexualidades e identidades de gênero, na medida em que "nunca precisaram" conhecer sobre para se emancipar). Utilizo também porque o "B" está na sigla LGBT, mas sofre apagamento sistemático, mesmo no movimento LGBT. Sou uma pessoa bissexual não binária de gênero fluido e pan-romântica e gosto de usar bissexual pra reforçar a ideia que defendo de que não é a identidade da pessoa que a torna "imune" de transfobia e, assim como existem bissexuais transfóbicos com pessoas não-binárias, existem pansexuais, polissexuais, omnissexuais, multissexuais (...) assim; Além disso, visibiliza o fato de que há muitas pessoas bissexuais que não são transfóbicas com pessoas não-binárias. Atribuo tal transfobia ao fato da pessoa ser binária (cis ou trans) já que tive o desprazer de ver tanto pessoas cis como trans deslegitimando e invisibilizando identidades não-binárias. Me afirmo bissexual no meio não-monossexual porque percebo uma espécie de rejeição à identidade bissexual por parte de algumas pessoas não-monossexuais e não-bissexuais.

Para mim, no meio não monossexual, na maior parte do tempo me sinto confortável com ambas identidades (bi-pan) e até com outras (omnissexual, gender-blind, etc.) e as uso de forma indistinta. Mas na maioria do tempo, dou prioridade para a nomenclatura bissexual por questões políticas.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Série: Eleições 2014 - Aécio JAMAIS!

Aecim é um caso complicadíssimo! E eu, como profissional da Educação em Minas Gerais, tenho um milhão de motivos para ser contra esse cara levar o projeto dele de governo para todo o nosso país grande e bobo. Assim, reconheço de antemão minha dificuldade em fazer críticas a ele de forma pouco passional, mas pretendo tentar fazer isso nesta postagem.

Aécio passou 8 anos no governo de Minas Gerais e conseguiu eleger seu vice como sucessor. Isso, a princípio, pode parecer um indicativo de que ele foi um bom governador, contudo creio que isso passa longe da verdade. Uma das maiores críticas a "Aécio Never" é que ele gosta de manipular as informações, seja investindo naquilo que possa funcionar como propaganda a seu favor, ou tentando barrar a divulgação daquilo que lhe desagrada (sobre isso, leia aquiaqui, aquiaquiaqui, aqui e aqui e veja esse e esse vídeo). Por isso, ficou muito comum alguns mineiros dizerem que gostariam de viver nas propagandas que passam na TV sobre Minas Gerais, pois não reconhecem na realidade aquilo que é divulgado.

Mesmo que isso de existir em Minas uma imprensa censurada e manipulada seja uma grande mentira criada por uma teoria da conspiração qualquer, ainda pesaria sobre o "Aecim vida loka" os seguintes pontos:

  1. Em 8 anos no Governo de Minas, a única coisa que Aecim fez em favor da comunidade LGBT foi estabelecer oficialmente o Dia Estadual Contra a Homofobia. Não houve nenhuma lei que protegesse cidadão de atos homofóbicos, nenhuma ação educativa de combate à homotransfobia, etc. Neste ponto, São Paulo, por exemplo, que já foi governado por Serra (seu colega de partido) avançou muito mais. Assim, não é de se espantar que Minas Gerais seja um estado tão conservador, sendo o último estado do sudeste a reconhecer a união estável
  2. Seu vice é nosso opositor e votou contra o PLC 122/2006;
  3. Aécio faz discurso moderninho, mas conta com apoio de lideres religiosos e fundamentalistas;
  4. Em seu plano de governo, nosso candidato que aspira uma carreira no Planalto até cita a comunidade LGBT, mas não propõe nenhuma medida prática;
  5. Foi processado por desviar R$ 4,3 bilhões da saúde, quando não investiu o mínimo que a constituição exige que seja investido na saúde pública (mas o MP incrivelmente DESISTIU de processar Aecim em vésperas de eleição presidencial).
  6. A cidades de Minas têm o pior IDH municipal da região sudeste e, após 8 anos com Aécio governando Minas Gerais, este estado caiu de posição no ranking nacional;
  7. A Educação em Minas Gerais está completamente sucateada e seus dados de desempenho são maquiados para serem apresentados como bons (conforme se pode ler aquiaqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui);
  8. Uma de seus maiores feitos enquanto governador, a "Linha Verde" foi um conjunto de obras. Algumas delas foram feitas numa das principais avenidas da capital mineira, duraram quase 8 anos para serem concluídas e não melhoraram o trânsito em nada - tanto é que foi demolida logo após a inauguração para dar lugar às obras do BRT. Além disso, a Linha Verde não atende às necessidades da população como um todo, pois apenas liga o centro da capital ao aeroporto da cidade vizinha. Sem contar que desalojou centenas de famílias pobres que viviam ao longo do trajeto, que tiveram suas casas desapropriadas, mas que, aparentemente, ficaram sem opção de novas moradias. Ah, e parece que agravou os problemas de enchentes numa das principais avenidas da cidade;
  9. A tal "Cidade Administrativa" que ele também construiu numa região mais afastada da capital mineira, ainda durante o seu governo, é outra situação problemática. Uma obra que pretende trazer retorno em economia 18 anos após sua execução e teve denúncias de algumas irregularidades em relação aos recursos usados em sua execução não parece algo interessante para Minas Gerais. Fora a desapropriação de famílias sem que estas tivessem uma destinação garantida pelo Estado, a ideia parece ser boa: reunir num só lugar os órgãos administrativos e economizar com gastos em transporte de malotes, por exemplo - além de agilizar a vida do cidadão que busca atendimento com menos dificuldades burocráticas. No entanto, não é isso que acontece, pois além da previsão de economia não ter se cumprido, nem todos os órgãos administrativos estão reunidos lá, fazendo com que o cidadão tenha que fazer grandes deslocamentos, que antes não eram necessários para resolver sua vida burocrática. Parece que só facilitou a vida dos políticos, pois, por ser mais afastada do centro de BH, qualquer protesto feito em frente à cidade administrativa fica invisível para a população e mais fácil de ser ignorado pela mídia local;
  10. A Cemig é a empresa responsável pelo fornecimento de energia elétrica em MG. Durante o governo do nosso candidato tucano em questão, essa empresa foi "reprivatizada" e adotou o sistema de recorrer à terceirização de seus serviços. Isso gerou um recorde de acidentes de trabalho envolvendo serviços prestados pela Cemig e até investigações de situações de trabalho análogas ao trabalho escravo;
  11. Em seu governo, o tucano mineiro efetivou 98 mil servidores públicos sem concurso e de maneira ilegal. Este fato lança sobre ele dúvidas quanto à razão de ser de tal medida: seria desconhecimento da legislação brasileira, para dividir a classe dos professores, para compra de votos ou troca de favores? Minas aguarda uma resposta;
  12. Aecim usa seu apoio político para que empresas estatais façam propagandas enganosas que o ajude em campanhas eleitoreiras;
  13. Está envolvido em denúncias do "Mensalão Mineiro", sobre o qual minimiza a importância e tenta livrar a barra de seus companheiros;
  14. Está envolvido em denúncias de nepotismo por ter sido nomeado em 1985 diretor da Caixa Econômica Federal por seu primo, o então Ministro da Fazenda Francisco Oswaldo Neves Dornelles.
  15. O crescimento em sua riqueza perceptível nas declarações de bens que possui e as denúncias de sonegação da existência de outros bens em sua posse ou de omissão de suas posses empresariais depõe contra a sua honestidade;
  16. Atitudes como ter a carteira de motorista apreendida ao ser parado em uma blitz estando com a habilitação vencida e se negar a fazer o teste do bafômetro dão uma pista sobre seu caráter e responsabilidade;
  17. Não se constranger com um caso claro de benefício particular com uso de dinheiro público também depõe a respeito de seus princípios;
  18. Já houve denúncias de agressão da parte dele a uma de suas namoradas;
No fim das contas, eu nem creio que os rumores sobre ele ser usuário de entorpecentes - que geram até marchinhas de carnaval politizadas e atuais - seja algo que depõe contra ele. Até porque, ele prefere não responder a estas questões e retirar do recinto quem questiona algo relacionado ao tema "cocaína". Quando ele vier com aquele papinho de "vamos conversar?", pode desconfiar, porque não vem nada de bom, com certeza...

BÔNUS: Nada como ter umas verdades esfregadas na cara em um debate transmitido ao vivo em rede nacional...



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Outros textos desta série que já foram publicados:

Série: Eleições 2014 - Introdução
Série: Eleições 2014 - O perigo do voto nulo
Série: Eleições 2014 - Foco no legislativo!
Série: Eleições 2014 - Estratégias no primeiro e no segundo turno
Série: Eleições 2014 - Dilma JAMAIS!
Série: Eleições 2014 - Marina JAMAIS!

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Série: Eleições 2014 - Marina JAMAIS!

Ok, Marina é evangélica e isso não é novidade para ninguém. Contudo, isto por si só não seria motivo para não votar em "Marina Silva Sauro". Se um político souber a importância (e quiser ser aliado prático) do Estado Laico para o bem da democracia, pouco importa qual crença ele tenha ou deixa de ter. Mas esse não parece ser o caso de "Bláblárina Silva". E "parecer" é a palavra chave nesta análise sobre a presidenciável em questão.

O perigo de votar na candidata do PSB é que ela é enrustida. Não dá nem pra saber se é fundamentalista enrustida, se é neoliberal enrustida, se é enrustida enrustida... Suas ideias não são claras, seu discurso menos ainda (inventaram até um site zoeira por causa disso, no qual toda resposta a uma pergunta para Marina é gerada de forma ambígua e desconexa - menos pra certas palavras "polêmicas": teste "casamento gay" pra entender o que estou falando). E essa confusão não é um problema de comunicação, mas fruto de uma postura extremamente contraditória e que muda numa velocidade que faz a gente duvidar da sinceridade da mudança (ou da justificativa para a mudança).

Sobre ela, pesam os seguintes fatos:
  1. Sua polêmica modificação no plano de governo em relação aos direitos LGBTs com menos de 24 horas após sua primeira divulgação e, coincidentemente ou não, após 4 twitters do Mal-a-faia pressionando-a por uma mudança;
  2. Ela foi uma das defensoras à permanência de Marco Feliciano na CDHM;
  3. Durante a tentativa de criação do seu partido, coletou assinaturas numa "marcha pela família" comandada por homofóbicos;
  4. Em sua candidatura em 2010, Marina declarou não ser favorável ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e escondeu uma bandeira do arco-íris entregue a ela como símbolo de sua disposição em dialogar com os LGBTs;
  5. É a favor da anistia para os torturadores da ditadura;
  6. Tem posturas fundamentalistas, como defender o Criacionismo (como se ele fosse um equivalente ao Evolucionismo);
  7. Se diz "melhor amiga" de Chico Mendes, mas os amigos de Chico Mendes não concordam - mas que apoia mesmo a "Bláblárina" é o irmão do assassino de Chico Mendes;
  8. Aliás, se diz ambientalista, mas tem apoio de ruralistas, faz coisas como defender a transposição do Rio São Franscisco, muda de opinião sobre os alimentos transgênicos, tornando-se favorável a eles, não se posiciona contra o agronegócio nem contra a construção de hidrelétricas que destroem o meio ambiente, nomeou como vice em sua candidatura em 2010  o dono de uma das empresas de cosméticos que mais destrói a Amazônia, etc.;
  9. Fica dizendo que representa a nova política, mas é igualzinha ao povo da velha política em sua hipocrisia, demagogia, enrolação quando jogada contra a parede e respeito ao "jogo político", acima de tudo - nisso, ela parece com o Collor e Jânio Quadros, que se diziam uma "mudança" e o "novo na política";
  10. Não afirma nada com clareza e pretende que entreguemos o poder a quem não mostra claramente suas ideologias;
  11. Diz que repudia doações para sua campanha feitas por indústrias do álcool, do tabaco e bélica por coerência ideológica, mas não se importa em receber doações de empresas que notadamente degradam o meio ambiente como madeireiras, mineradoras e etc.
  12. Queria fundar um partido, afirmando que nenhum partido representava seus ideais, mas tratou de filiar-se rapidinho a um partido qualquer quando viu que não iria conseguir criar seu partido, apenas com o intuito de se eleger. Neste processo, desagradou até seus companheiros do futuro partido.
  13. Ela fala em sua campanha sobre "atualizar a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas)", sempre em reuniões  com empresários e empreendedores, deixando em dúvidas sobre o impacto dessas atualizações para os trabalhadores, pois não especifica como será essa "atualização". Caso semelhante é a sua proposta de nova redação do artigo 149 do código penal, que define condições para se considerar trabalho escravo: seu programa de governo propõe "mudanças", mas não diz quais serão;
  14. Marina parece ter aprendido com o candidato tucano mineiro e quer censurar a internet, pedindo ao TSE para retirar do ar um site que fazia campanha para Dilma e a criticava - poderia muito bem ter respondido as críticas, o que ela não fez;

O que parece, no fim das contas, é que o projeto político de nossa candidata "Bláblárina" é a sua própria ascensão política - e nada mais. Por isso, ela muda de partido a cada 4 anos, se não for escolhida candidata e muda de ideia conforme for conveniente. Usa a retórica da "nova política", "ressignificar a experiência econômica", "processos identificatórios", projetos sonháticos, que ela representa o novo, blábláblá. No final das contas, se comporta igualzinho a qualquer político, só que dizendo que ela é diferente e tentando confundir o eleitorado.

Sem apresentar propostas e um programa claro e estável (que não mude em menos de 24 horas), ela está querendo que assinemos um cheque em branco para ser usado pela acionista do Itaú (sua amiga coordenadora de campanha: a Neca -Ui!), os economistas neoliberais da equipe econômica dela e os "operadores do mercado". Ou seja, tudo igual ao que era no século passado!

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Outros textos desta série que já foram publicados:

Série: Eleições 2014 - Introdução
Série: Eleições 2014 - O perigo do voto nulo
Série: Eleições 2014 - Foco no legislativo!
Série: Eleições 2014 - Estratégias no primeiro e no segundo turno
Série: Eleições 2014 - Dilma JAMAIS!
Série: Eleições 2014 - Aécio JAMAIS!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Série: Eleições 2014 - Dilma JAMAIS!

Não! Não sou um comparsa da Veja (e de grande parte da mídia) que insiste em demonizar o PT (e, por consequência, a Dilma). Não é pelos mesmos motivos dessa galera obscura que coloquei esse título neste post.

Antes de dizer os meus motivos para fazer tal afirmação, tenho que dizer algo: Dilma não é, politicamente, a nossa pior opção (se bem que, num pleito que se tem Everaldinho - que é oconcur - e tantos outros candidatos similares, fica muito complicado dizer quem é o pior). Temos que reconhecer, sim, os avanços sociais que seu governo permitiu que se continuasse acontecendo. Muita gente que não tinha nem o que comer, hoje conseguiu sair da miséria! Contudo, como diriam os Titãs, "a gente não quer só comer: a gente quer comer e quer fazer amor"...

Não é porque Dilma fez um governo com alguns pontos positivos que a gente tem que se dar por satisfeitos. Um LGBT que vota em Dilma pode até considerar esse passado bacana dela em seu voto, mas estará cometendo um erro gravíssimo: estará concordando com o histórico de completo descaso da nossa atual presidentA para com nós, LGBTs lindos e simpáticos desse nosso brazeeu.

Para você que não lembra do histórico negativo que a Dilma tem em relação a nós (ou que é bicha petista de carteirinha e faz questão de fingir que esqueceu), segue aí uma pequena lista com os principais pontos:

  1. Um mandato em silêncio sobre as demandas LGBTs: talvez não seja ela a responsável direta por todas as ações que aconteceram, mas ela se calou e não demonstrou nenhum apoio a nossa causa, quando deveria fazê-lo. Só teve uma fala positiva a nosso respeito agora em época de eleição e aproveitando um deslize de sua principal oponente. Outra fala sua foi aquela terrível na qual disse que não iria fazer propaganda de nenhuma "opção sexual";
  2. Veto ao kit anti-homofobia e nenhuma proposta de campanhas educativas em todo o seu mandato;
  3. Redução nos (já precários) recursos direcionados para políticas LGBT até a METADE do orçamento anterior;
  4. Em seu (des)governo, a Anvisa publica instrução normativa que, no § 11 do seu artigo 34, proíbe gays de doarem sangue, a menos que estejam em abstinência sexual por UM ANO (365 dias sem sexo, gente!);
  5. Não apoiou a Conferência Nacional LGBT de 2011 (nem ao menos compareceu...);
  6. Nenhuma medida em apoio a um projeto de criminalização da homofobia que seja descente (pedindo, inclusive, o adiamento da votação do PLC 122 e contribuindo para sua descaracterização e engavetamento);
  7. Nenhum apoio à legalização do casamento igualitário no legislativo;
  8. Revogação da Portaria 859/2013 (que que tratava do processo transexualizador no SUS e beneficiava as pessoas trans*);
  9. Nenhum avanço na questões como a despatologização das identidades trans;
  10. Nenhum esforço para reverter a falta de ofertas de emprego para LGBTs (especialmente pessoas trans*);
  11. Nenhum avanço nas questões específicas relativas à saúde das mulheres lésbicas;
  12. Censura às propagandas (de carnaval, principalmente) destinadas ao estímulo de uso do preservativo entre a população LGBT por parte do Ministério da saúde. Mais uma vez, silêncio de Dilma nessa questão;
  13. Um ano inteiro (2013) de inércia sobre a tomada da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (que foi consequência do PT ter aberto mão desta comissão);
  14. Desde o início do ano de 2014, a mesma CDHM tem um presidente que luta contra demandas feministas e não "mostrou serviço" afim de "correr atrás do prejuízo" do ano passado. E Dilma e o PT, caladinhos;
  15. Na elaboração do PNE, retirou-se qualquer referência a gênero e/ou orientação sexual. Mais uma vez, Dilma não se manifesta;
  16. Dá continuidade (porque a coisa começou no governo do Lula) à implantação de um serviço pelo Disque 100 que só faz registros dos casos DEPOIS da violência já ter acontecido e acha que resolveu o problema...

Votar na Dilma, num primeiro turno, principalmente, significa fingir que ela e seu partido não nos rifaram sistematicamente nos últimos 4 anos de governo. E isso poderio trazer consequências gravíssimas num possível segundo mandato de Dilma, como aumentar o poderio das bancadas fundamentalistas, por diminuição da expressão da oposição LGBT. Assim, seria a expressão de uma burrice sem fim. E, como diz aquele ditado, "bicha burra nasce morta"!

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Outros textos desta série que já foram publicados:

Série: Eleições 2014 - Introdução
Série: Eleições 2014 - O perigo do voto nulo
Série: Eleições 2014 - Foco no legislativo!
Série: Eleições 2014 - Estratégias no primeiro e no segundo turno
Série: Eleições 2014 - Marina JAMAIS!
Série: Eleições 2014 - Aécio JAMAIS!

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Série: Eleições 2014 - Estratégias no primeiro e no segundo turno

É importante, antes de mais nada, lembrarmos que existem estratégias diferentes para se votar dependendo do cargo em questão.

Para cargos do executivo (presidente, governador, prefeito) e para senador:
Com exceção das eleições para senador (que não têm segundo turno), a estratégia para votar nesses cargos é bem parecida. Votar no candidato com as melhores propostas é importante, mas ninguém quer, simplesmente, votar em um candidato que não tenha chances nenhuma e, assim, desperdiçar o próprio voto. Dependendo de como andar os resultados das pesquisas das eleições, é possível escolher qual das duas estratégias é a melhor para usar.

1º) Se seu candidato não estiver indo muito bem nas pesquisas e a coisa estiver caminhando pra um segundo turno, uma votação expressiva neste candidato pode fazer com que os candidatos que forem para o segundo turno incorporem algumas de suas propostas em seu plano de governo. É uma forma de mostrar a força do eleitorado e essa é uma das razões porque a comunidade LGBT deveria se aglutinar em torno de um(a) candidato(a).

2º) Em algumas situações é preciso votar, não em candidatos com as melhores propostas, mas em candidatos que são capazes de derrotar o que seria um "mal maior". Um cenário assim seria caso algum candidato declaradamente homofóbico, por exemplo, estivesse em vantagem nas pesquisas e com riscos de ganhar em primeiro turno.

Já no segundo turno, o melhor a fazer é votar em alguém, escolhendo o melhor (ou o menos pior) dos candidatos. Cada voto em branco ou nulo diminui o número de votos necessário para um dos candidatos ser eleito e, muita omissão pode deixar a decisão na mão das outras pessoas e isso eleger um candidato que nos prejudicará.

Para candidatos do legislativo (deputado federal, deputado estadual, vereador):


Para estes cargos, apesar do sistema político não ser tão claro para o eleitor quanto à escolha do candidato, a estratégia é mais simples. É preciso, antes de mais nada, conhecer as coligações partidárias formadas em sua região.

Para as eleições de 2014, este infográfico que traz as coligações formadas em nosso estado e em esfera federal pode ajudar bastante. Isso de conhecer as coligações é MUITO importante, pois, se o nosso candidato estiver numa coligação com outros políticos que sejam claramente nossos adversários, corremos o risco de ajudar a eleger também a corja que irá nos prejudicar (para saber mais sobre este tipo de estratégia política, consulte a já recomendada Cartilha LGBT Eleições 2014 no capítulo intitulado "Quociente Eleitoral" e nas primeiras páginas da parte "Congresso x Partidos").

Varrer os políticos ruins do legislativo é essencial para que novas leis surjam garantindo novos direitos para as pessoas LGBTs, que ainda têm muito o que conquistar.

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Outros textos desta série que já foram publicados:


Série: Eleições 2014 - Introdução
Série: Eleições 2014 - O perigo do voto nulo
Série: Eleições 2014 - Foco no legislativo!
Série: Eleições 2014 - Dilma JAMAIS!
Série: Eleições 2014 - Marina JAMAIS!
Série: Eleições 2014 - Aécio JAMAIS!

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Série: Eleições 2014 - Foco no legislativo!

Antes de começar, queria deixar claro que não pretendo diminuir a importância do poder executivo. Contudo, um dos nossos erros durante o processo eleitoral, é focar apenas nos votos à presidente, à governador e à prefeito e negligenciar os cargos do legislativo.

Este erro nos traz consequências terríveis por dois motivos:
1º) Ao legislativo compete formular as leis (cejura????) que guiarão o modo como o executivo deve trabalhar. Logo, são os parlamentos que definem as regras do jogo. E nós sabemos que a chave para alterar o que está errado em nosso protótipo de país é mudar a lógica de como ele funciona. Portanto, o legislativo deveria ser a prioridade de nossas atenções numa eleição!
2º) As discussões na mídia e em nosso cotidiano, o nosso sistema político como é atualmente e a própria quantidade de candidatos e de cargos disponíveis fazem com que a eleição do legislativo seja MUITO mais difícil de se acompanhar e de se valer de estratégia política. E tudo aquilo que se controla menos e se percebe com menos detalhes torna-se um lugar perfeito para que surja os mais escusos interesses. E, se o executivo às vezes prejudica os avanços da conquista de direitos para a comunidade LGBT, o legislativo faz isso muito mais e de uma forma muito mais difícil da gente intervir.

Assim, ao escolher o nosso candidato a deputado estadual e a deputado federal, é preciso conhecer muito bem as coligações em nosso estado e em esfera federal respectivamente, pois, se o nosso candidato estiver numa coligação com outros políticos que sejam claramente nossos adversários, corremos o risco de ajudar a eleger também a corja que irá nos prejudicar (para saber mais sobre este tipo de estratégia política, consulte a já recomendada Cartilha LGBT Eleições 2014 no capítulo intitulado "Quociente Eleitoral" e nas primeiras páginas da parte "Congresso x Partidos").

Reduzir as pressões contrárias a nós nos parlamentos seria algo extremamente fantástico e nos permitiria dar um salto em nossas conquistas.

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Outros textos desta série que já foram publicados:

Série: Eleições 2014 - Introdução
Série: Eleições 2014 - O perigo do voto nulo
Série: Eleições 2014 - Estratégias no primeiro e no segundo turno
Série: Eleições 2014 - Dilma JAMAIS!
Série: Eleições 2014 - Marina JAMAIS!
Série: Eleições 2014 - Aécio JAMAIS!

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Série: Eleições 2014 - O perigo do voto nulo

Talvez esse seja o menor texto da série. Porque, pra mim, o assunto é meio óbvio. Já vou adiantando que o que vou dizer aqui está bem mais explicitado na Cartilha LGBT Eleições 2014 (que recomendo novamente) nos capítulos "Votos nulos e brancos" e "Chances do candidato", que, em poucas páginas, são uma verdadeira aula de estratégia política! Dá uma lida lá!

Muitas pessoas falam que votar nulo é mostrar que não se concorda com o sistema político, ou que não se quer nenhum desses candidatos que estão aí. Simbolicamente, pode ser sim que esse seja o significado. Contudo, na prática, o sistema eleitoral não "entende" esse recado e simplesmente ignora quem fez essa opção, contando apenas os votos válidos (basta lembrar das apurações das eleições, na qual se fala sempre no percentual dos votos válidos). Assim, o voto nulo não é um protesto verdadeiro, pois se assemelha a uma greve na qual o lucro do patrão não é afetado (ou numa em que os trabalhadores continuam trabalhando normalmente). E protesto bom tem que incomodar, pra trazer resultados, ou corre o risco de ficar invisível e ser desconsiderado.

Portanto, o grande perigo do voto nulo, do voto em branco, ou do "voto de protesto cômico" é que, além de não servir pra nada, votos assim deixam nas mãos de outras pessoas a decisão sobre quem nos governará. E, pensando na história política do Brasil do período atual (após a "redemocratização"), em que nosso primeiro presidente eleito democraticamente ganhou muitos votos porque era "o candidato mais bonito", será que vale a pena que quem não conhece e não se interessa por política decida? Nós, LGBTs já somos minoria. Se deixarmos a maioria decidir pela gente, continuaremos onde estamos (ou corremos o risco até de perder as parcas conquistas).

O vídeo abaixo também é uma boa forma de entender sobre o assunto.



Abra seu olho! Não deixe que decidam por você!

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Outros textos desta série que já foram publicados:

Série: Eleições 2014 - Introdução
Série: Eleições 2014 - Foco no legislativo!
Série: Eleições 2014 - Estratégias no primeiro e no segundo turno
Série: Eleições 2014 - Dilma JAMAIS!
Série: Eleições 2014 - Marina JAMAIS!
Série: Eleições 2014 - Aécio JAMAIS!

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Série: Eleições 2014 - Introdução

Resolvi fazer uma série de postagens sobre as eleições que se aproximam e as opções que temos para votar. Este é um tema que me traz um pouco de angústia, pois vejo um cenário político extremamente complicado para a população LGBT e, dependendo do resultado das eleições, aconselho geral pedir asilo político em outro país ou cometer suicídio coletivo... rsrsrsrs


Pretendo postar os seguintes textos:

Série: Eleições 2014 - O perigo do voto nulo (clique aqui)
Série: Eleições 2014 - Foco no legislativo! (clique aqui)
Série: Eleições 2014 - Estratégias no primeiro e no segundo turno (clique aqui)
Série: Eleições 2014 - Dilma JAMAIS! (clique aqui)
Série: Eleições 2014 - Marina JAMAIS! (clique aqui)
Série: Eleições 2014 - Aécio JAMAIS! (clique aqui)
Série: Eleições 2014 - Seus candidatos e a reforma política (NO AR, EM BREVE)
Série: Eleições 2014 - Meus candidatos e por que os escolhi (NO AR, EM BREVE)

Pode ser que eu inclua ou exclua algum post, dependendo da necessidade. Espero contribuir para um debate tão importante quanto esse.

Ademais, fica a dica da Cartilha LGBT Eleições 2014, que é um material fantástico e que pode ajudar bastante na escolha dos seus candidatos nessa eleição.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Vamos fazer barulho!!!

 "O maior castigo para quem não gosta de política é ser governado pelos que gostam"
Arnold Toynbee, historiador inglês
Não sei se vocês estão sabendo, mas neste ano teremos eleições para prefeito e vereadores em todos os municípios brasileiros... rs.

E estar atento à esfera política da vida é algo que eu recentemente tenho dado cada vez mais importância, na medida em que tomo consciência da gravidade da situação atual na qual diversas pessoas são vítimas do descaso do poder público (e este é o caso de todos os cidadão LGBTs, além de outras minorias).

Mas, passada a descoberta da importância da consciência política, fica a pergunta: como colaborar para a transformação dessa realidade? É preciso superar o discurso ingênuo, num primeiro momento, mas deve-se também evitar discursos que refletem uma desesperança que não leva a lugar nenhum (ou melhor, que abre espaço para a continuidade do cenário atual).

Eu tenho duas boas sugestões para serem botadas em prática desde já:

1) Fazer barulho em casa, na vizinhança, nas ruas, nas redes sociais:
Muita gente reclama da situação, mas não faz nada para que ela se altere. É muito fácil criticar, reclamar e ficar numa postura que somente culpabiliza o outro e não se põe em ação. Apontar alternativas também é preciso. Se você está insatisfeito, comece divulgando seus anseios políticos, expressando seu apoio político a algum(a) candidato(a), alertando as pessoas de seu convívio sobre os perigos de se votar em determinados candidatos(as)...

Outra boa ideia é divulgar ideias políticas que você apoia (que tal dar uma forcinha à campanha "Casamento Civil Igualitário"?). Divulgar uma boa ideia pode aumentar a adesão a ela, permitindo que ela tenha visibilidade suficiente para que candidatos(as) e partidos políticos incorporem-na em seus planos de governo nesta ou em futuras eleições. Utilizar das redes sociais para fazer isso é uma das maneiras mais fáceis de se envolver com isso, apesar de não ser a única forma. Contudo, faz mais diferença ser um criticado "ativista de sofá" que semeia boas ideias do que ser um inútil reclamão.

2) Aprenda a votar em candidatos comprometidos com mudanças efetivas e ensine isso para outras pessoas:

Votar consciente exige mais do que atenção, inteligência e sagacidade. É preciso conhecer as regras do jogo e quem são as peças do tabuleiro. Eu recomendo a leitura da Cartilha LGBT para as Eleições 2012/2014. Além de apresentar uma boa explicação (muito fácil de ser compreendida) sobre o funcionamento do sistema de eleição de candidatos para o poder legislativo (vereadores, deputados e senadores) que serve para qualquer um que deseja aumentar o poder estratégico do seu voto, a cartilha ainda traz uma análise muito interessante identificando os partidos homofóbicos e formas de aumentar as chances de se votar em um candidto que seja verdadeiramente pró-LGBT.

O material é bem produzido e vai além do mote "gay vota em gay" (chamando atenção, inclusive, para o fato de que "candidatos gays que não tocam no assunto 'demandas LGBT' durante a campanha não merecem nosso voto"). Vale a pena conferir. Este documento é importante não somente para o público LGBT, mas também para mulheres, negros, ateus, não ateus ditos pagãos, portadores de necessidades especiais e toda "minoria" que sofre com o preconceito nesse momento em que o Brasil tem uma bancada religiosa fundamentalista cada vez mais numerosa e atuante que tem interferido na política e dificulta a existência de um estado laico de fato (lembra do PLC 122 que não sai nunca e do programa "Escola sem Homofobia" que foi vetado pela presidente?).

Ah, e é muito interessante também dar uma conferida no site da ABGLT no link Eleições 2012 (fica no menu à direita) para conhecer a campanha "Voto contra a Homofobia, Defendo a Cidadania" e verificar as listas (que são atualizadas quinzenalmente) de candidatos LGBT e aliados à causa. Se o(a) seu(sua) candidato(a) não assinou o termo de compromisso com a campanha, pode ser que ele(a) não o conheça (e não necessariamente que ele(a) é contrário à ideia). Neste caso, outra coisa importante a ser feita é escrever para o(a) seu(sua) candidato(a) falando sobre a campanha e convidando-o a assinar o termo de compromisso disponível para download no site da ABGLT.

A hora da virada é agora!

quinta-feira, 1 de março de 2012

Obrigado, Dani Calabresa!!!!

Viu aquela notícia sobre a bancada evangélica fazer um projeto pra poder considerar a homossexualidade como doença?? Afff...

Mas ainda existe inteligência a nosso favor!

Após todo o sarcasmo com o qual a notícia merecia ser tratada no Furo MTV, ela, Dani Calabresa, coroa esse vídeo com a frase mais lúcida e ácida que poderia ter sido dito em resposta a tal afronta. Veja aos 2:39 do vídeo:



Beijos, Dani! A gente te ama!!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

URGENTE: 12 horas para impedir a pena de morte a gays em Uganda!


Recebi agora por e-mail a notícia de que o parlamento ugandense estava prestes a votar uma lei que prevê a pena de morte para a homossexualidade e resolvi divulgar. Quando fui ver alguma notícia na internet sobre o caso pra saber a quantas andava isto, fiquei um pouco mais tranquilo. Mas mesmo assim, espalhem pra todo mundo, gente!!! Afinal, eu não sei se a fonte da notícia de que o perigo já passou é sergura. E também porque parece que eles apenas adiaram a votação e se a gente mostrar a dimensão do nosso repúldio, talvez a gente se livre para sempre dessa sombra. Abaixo o texto do site Avaaz na íntegra:


"Em 12 horas, o parlamento ugandense pode votar uma nova lei brutal que prevê a pena de morte para a homossexualidade. Milhares de ugandeses podem enfrentar a execução - só por serem gays.

Nós ajudamos a impedir esta lei antes, e podemos fazê-lo novamente. Depois de uma manifestação global massiva no ano passado, o presidente de Uganda, Museveni, bloqueou o progresso da lei. Mas os tumultos políticos estão crescendo em Uganda, e extremistas religiosos no parlamento esperam que a confusão e a violência na rua distraiam a comunidade internacional de uma segunda tentativa de passar esta lei cheia de ódio. Nós podemos mostrar a eles que o mundo ainda está observando. Se bloquearmos o voto por mais dois dias até que o parlamento feche, a lei expirará para sempre.

Não temos tempo a perder. Vamos chegar a um milhão de vozes contra a pena de morte para gays em Uganda nas próximas 12 horas - assine agora e então divulgue a campanha!"

Link: Petição
Notícia (a única que encontrei recente): POP News / mundo (é melhor nem olhar os comentários da notícia pra não ter ânsia de vômito)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Eleições 2010


Se você está indeciso em quem votar nessas eleições ou ainda não tem candidado, talvez a internet ajude você a se decidir.

No site da ABGLT (na seção "Eleições" que fica à direita) há listas de candidatos comprometidos com as causas LGBT. Esses candidatos assinaram um termo de compromisso, também disponível no site, se compromentendo a lutar a nosso favor.

Vale a pena conferir. Fica a dica! Só falta alguém fazer uma lista de em quem NÃO votar por ser opositores dos nossos interesses. Alguém se habilita?
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