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terça-feira, 14 de julho de 2015

Os primeiros passos do Queer Rap brazuca: Rico Dalasan e Mc Luana Hansen

O Rap e o Hip-Hop são, de uma forma geral, marcados por um forte machismo, assim como acontece em vários outros gêneros musicais. Daí quando a gente descobre um rapper negro e gay e outra rapper negra e lésbica, a gente celebra e comemora, por imaginar quantas barreiras eles tiveram que enfrentar pra estarem aí na atividade.

Apresento a vocês: Rico Dalasam e Mc Luana Hansen. Podemos considerá-los dois dos primeiros representante nacionais do movimento "queer rap" (termo que pode ser traduzido como "rap feito por rappers não heterossexuais"). Nos Estados Unidos, o "queer rap" conta com vários artistas, mas ainda dá os primeiros passos aqui no Brasil.

Rico Dalasam tem quase 26 anos, é negro, gay e vem de Taboão da Serra, que é uma cidade da região metropolitana de São Paulo, o lugar onde ele nasceu e se criou. Dalasam passou pelas famosas batalhas de MCs do metrô Santa Cruz, na zona sul de São Paulo, junto com Emicida, Rashid e Projota (quando estes não eram tão conhecidos quanto hoje). Contudo, ao invés de usar rimas fortes em tom de denúncia da violência e das opressões sofridas pela população negra e de periferia, Rico prefere falar de temas que reforcem a autoestima e empoderem seus ouvintes, versando sobre persistência, aceitação, gêneros e relacionamentos. E é esse o conceito do seu primeiro EP batizado de "Modo diverso": mostrar que essa pequena revolução pessoal de se emancipar é uma força sutil, mas capaz de fazer uma revolução social. Para isso, criou a hashtag #OFervoÉoProtesto , que sintetiza sua ideia de diversão engajada. Nesse sentido, Dalasam é um ponto de interseção do Movimento Negro e o Movimento LGBT e declara que não tem a intenção de fazer "rap só pra gay", mas pra criar um espaço em que todas as raças e todas as sexualidades possam curtir o som do Rap e Hip-Hop.

Mc Luana Hansen tem 34 anos, é de Pirituba (bairro da zona oeste da capital do Estado de São Paulo) e também uma heroína da resistência anti-machista no Rap e Hip-Hop. Negra e lésbica, diz perceber o machismo no rap quando vê que é muito mais convidada a participar de eventos de cunho feministas que de eventos ligados ao Rap ou Hip-hop. Ela acredita que só consegue fazer suas músicas porque tem seu próprio estúdio, pois lá ninguém "poda" suas criações e, assim, está livre da influência do machismo do Rap. Nem seus mais de 14 anos de carreira no Rap e um troféu do prêmio Hutúz de "melhor demo feminina" apagam essa invisibilidade dentro desse segmento musical. Mas isso não a faz desistir, servindo na verdade, como incentivo à persistência na luta. No refrão de uma de suas músicas chamada  "Flor de mulher", Luana afirma: "Sim, eu sou mulher! Estou pronta pra lutar! Sim, eu sou mulher! Vou sempre avançar! Sim, eu sou mulher! Ninguém vai me parar!". Suas letras têm essa força, expondo as opressões contra a mulher e homossexuais, a violência do Estado e desigualdades sociais através de letras simples e diretas, contudo extremamente envolventes. Para diminuir as desigualdades de gênero no Rap e no Hip-Hop, a MC propõe uma maior participação das mulheres no movimento. Apesar da pouca idade, já viveu diversas histórias em sua vida. Além de produtora musical, rapper, dj, já foi jogadora de futebol profissional, chegando a atuar fora do país. Trabalhou na padaria de um supermercado, no telemarketing, fundou ONG, foi traficante, usuária e, na época de seu vício em crack, chegou a morar nas ruas do centro de São Paulo. Fez nu artístico, participou do documentário "4 minas", de Elisa Gargiulo, do filme "Antônia" de Tata Amaral e, hoje, é também atriz no projeto Escola em Trânsito, do grupo de teatro XPTO.

Ouça abaixo um pouco do trabalho de cada um desses gênios do queer rap brasileiro:






Quer conhecer mais do Rico Dalasam? Visite o canal dele no Youtube ou o Soundcloud do cara.

Para se aventurar mais na obra da Mc Luana Hansen, confira seu perfil no Soundcloud, onde é possível ouvir e baixar gratuitamente boa parte de suas músicas, além do canal dela no Youtube.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Indicação de leitura: o blog "Histórias de DJ"

Gente, eu descobri um blog muito bacana! É o "Histórias de DJ". Eu sinto muita falta de vozes femininas em Blogsville e, para remediar isso,  eis que encontro esse blog escrito um casal formado por duas garotas (a "D" e a "J") que falam de suas vidas, seus conflitos, etc.

O blog tá no início, mas tem textos interessantes já. Fica a dica! Passem por lá pra conferir!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Na luta, com toda a coragem do mundo!

Apesar de eu estar fazendo essa divulgação atrasado, ainda está em tempo! Afinal, a obra continua sendo distribuída e vale a pena demais!

Do que eu estou falando? Trata-se do livro "O Segundo armário: diário de um jovem soropositivo", lançado em parceria com a editora portuguesa Index Ebooks no dia 01 de dezembro de 2014, última data em que celebramos o Dia Mundial da Luta contra a AIDS. A autoria do livro é do nosso querido Alguém Por Aí, que decidiu transformar em livro os textos contidos em seu blog (no qual ele relata sua própria experiência em lidar com a descoberta da soropositividade para o vírus HIV e as situações a isso relacionadas, além dos sentimentos despertados por tal vivência).

O mais legal de tudo é que o autor abriu mão dos direitos autorais e a editora comprou a ideia de não objetivar lucro com este lançamento. Tudo isso tem um único propósito: deixar o ebook disponível gratuitamente para download na maioria dos aplicativos para essa finalidade. Isso não é fantástico?

Gostou de saber sobre tudo isso e está tão empolgado como eu para ler o livro? Então baixe o ebook neste link e curta a fan page do livro no Facebook!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Um amigo nos convidou para conhecer os Espartanos

Antes de falar do que vim aqui fazer, peço desculpas pelo prolongamento inesperado da minha ausência: eu estou bem, mas o bicho está pegando ao meu redor. Então, o motivo do sumiço se chama "correria" e só isso. Mas tenho que dizer que ainda não voltei de vez para cá. Essa é só uma passada rápida por causa de uma intimação que recebi de um querido amigo. Uma intimação para falar do fruto de um trabalho bem bacana e que, por isso, cumpro com todo prazer.

Todo mundo já deve estar sabendo, mas faço questão de contar que o Foxx está lançando um livro chamado Espartanos. É um romance que traz a história fictícia de quatro meninos espartanos que crescem durante a Guerra do Peloponeso (pra quem, como eu, nunca tinha ouvido falar de tal evento histórico, trata-se de uma guerra que aconteceu no século IV antes de Cristo entre Atenas e Esparta, tendo aproximadamente 28 anos de duração). Apesar de ser uma narrativa fictícia, tudo que é contado neste livro poderia ter realmente acontecido, já que toda a ambientação e todos os fatos históricos são baseado nos conhecimentos sobre a Grécia antiga que foram pesquisados com todo rigor costumeiro utilizado pelo autor, a nossa querida raposa historiadora.

Quem o acompanha em seu blog Estórias do Mundo sabe que o Foxx é muito bom em relatar com minúcias uma descrição que nos faça sentir imersos na época histórica que ele descreve, sem com isso tornar a leitura chata ou cansativa. É uma pessoa sensível, humana, carinhosa e cheio de muitos outros predicados, sabendo até desenhar (#PiadaInterna - porque posso chamar o autor de amigo e tenho intimidade). Mas não estou indicando só pela pessoa que o autor é não, porque posso dizer que o conteúdo do livro vale sim a leitura!

Eu, como um amigo muito lerdo, entendi que o lançamento virtual seria amanhã e não hoje como parece que aconteceu (todo mundo postando sobre isso ao meio-dia me fez sentir que estou atrasado para a festa). O que fazer então? Correr atrás do tempo perdido clicando aqui pra comprar um exemplar físico ou virtual (e-book) de Espartanos. Hoje é dia de se apaixonar pelos gregos, bebê!
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