sábado, 29 de janeiro de 2011

Classificação indicativa sem preconceito


Num dos posts do blog Muque de Peão, o Luciano afirmou que "o caminho das conquistas LGBT no Brasil já está bem desenhado, e passa longe do nosso Congresso dominado por lideranças religiosas atrasadas e pelo fisiologismo vergonhoso. Nossas vitórias serão conseguidas pelo Judiciário".

Quando eu li isso, pensei que era bem provável ele estar certo e agora li um fato que pode ser uma das comprovações dessa teoria.

O Ministério da Justiça está promovendo até Abril um debate - no site Culturadigital.br/classind - que definirá critérios para determinar a idade e o horário de programas de televisão e outras atividades culturais sujeitas a classificação indicativa. Neste tópico aqui, eles estão discutindo sobre o beijo gay.

Como a idéia é captar manifestações da sociedade, seria bom a gente aparecer por lá e dar nossa opinião.

E, a julgar pela frase que inicia o tópico sobre o beijo gay, esse debate está bem favorável a nós: "Um beijo gay e um beijo heterossexual são exatamente a mesma coisa do ponto de vista da classificação indicativa”.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Cadê as palavras???


Ultimamente tenho estado sem vontade de escrever e de ler. Tanto que estava até pensando em excluir esse blog. Sei lá. Ainda tenho o que falar, tenho vontade de falar, mas quando paro pra fazer isso... Cadê????

Sei que estou numa fase meio confusa, mas custa minha mente querer colaborar comigo e me ajudar a organizar meus raciocínios??

Fora isso, acho que estou indo bem...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Demonstração de afeto


Eu estou me sentindo meio perdido. Tem muita coisa acontecendo que não depende de mim pra resolver, mas que afeta diretamente a minha vida. Me sinto de mãos atadas num barco á deriva em alto-mar...

Neste momento, eu sinto que preciso de todo carinho do mundo. Eu tenho necessidade deste carinho, como se eu buscasse refúgio em meio à tempestade. E talvez por isso eu me sinto mais sensível ao que aconteceu.

Estava eu em frente a minha casa às 23:30 mais ou menos com meu senhor marido vendo o céu estrelado (que durou pouco). De repente fui abraçá-lo e ele me vira e fala:

- Não, meu bem! Aqui não...

Eu pensei: "What?? Não posso dar um mísero abraço no homem que eu amo porque corre o risco de um vizinho ver???". Fiquei puto! Eu estava fazendo uma coisa que até dois amigoas heteros fariam e eu não podia fazer aquilo??

Esse meu maridão é complicado. Ele é mais velho que eu, é de uma geração que não participou das conquistas que a gente tem. Fica cheio de medo de possíveis problemas com os vizinhos ("porque uma criança pode ver e aí..."), com homofóbicos loucos que possam habitar as redondezas de nossa casa e armar uma emboscada... Por isso, evita demonstrar afeto em lugares públicos, pra evitar que algum louco persiga a gente e tal... Carinhos só em casa e com a janela fechada. Afinal, poder ser que alguém veja e, se for uma crinça, a mãe pode se incomodar porque ela não quer isso pra criação do filho...

Vocês imaginam o que eu penso disso tudo né? Principalmente pro que algum vizinho pode pensar!!! Eu tenho que ser invisível, camuflar o que eu sinto, deixar de viver normalmente pela possibilidade de existir um capricho de um vizinho ignorante???

Eu briguei com ele por causa disso. Foi a pior discussão que a gente já teve e a milésima sobre essa situação.

Tento entender a cabeça dele, respeitar suas limitações, seu tempo de autoaceitação, mas também tem o que eu sinto. Porque isso me afeta e muito. Não gosto de pensar que eu tenho que amputar minhas vontades apenas pela opinião das pessoas. Não é nada de errado, enfim! Não era atentado ao pudor, era o que um casal de namorados heteros faria e ninguém falaria nada.

Ele argumenta que eu faria o mesmo na presença dos meus pais, por exemplo. Eu fico pensando que ele tem um pouco de razão, e que é muito mais fácil eu cobrar isso dele do que admitir que isso deveria me incomodar também quando se trata dos meus pais. Mas eu acho que a gente precisa parar com isso e sair assumindo geral.

Então, caio no mesmo dilema do que postei aqui. Afinal, tem gente que realmente eu acho que não tem porque eu virar e falar. Fazer isso não traria benefícios nenhum, somente assunto pra fofoca. E eu não tô procurando fama, ser o assunto da vez e tal. Eu só quero viver minha vidinha e pronto.

Será que estou sendo contraditório?

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Viram essa notícia? Banheiro gay em escola de samba no Rio


Estou eu feliz, contente e inocente da vida quando abro o meu e-mail e me aparece uma recomendação de uma notícia sobre a polêmica causada pela inalguração de um banheiro gay na quadra da Unidos da Tijuca.

Li e quase ri. Sério. Com tantas prioridades a serem pautas pra se fazer em favor da comunidade LGBT, tinha que inventar o que há de mais inconveniente e polêmico???

Enquanto isso, a gente vai virando piada...

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Há motivos pra um gay pensar no futuro do planeta?


Hoje fui ao supermercado e comprei uma daquelas sacolas retornáveis. Tava afim de comprar uma há um tempão, afinal sinto que consumo muitas sacolas plásticas a cada compra e a gente tem que pensar num mundo melhor no futuro. Eu disse que "a gente TEM"?

Lembrei que eu estava conversando com um colega meu há alguns dias, daí ele me fala:

- Pára com essa mania! Pra que pensar no futuro do planeta, nas próximas gerações? Bobagem...

Na hora fiquei sem reação. O que argumentar com ele? Pra mim, há um motivo realmente claro em pensar a longo prazo: eu quero ter filhos! Porém, esse não é o caso dele. Aliás, ele detesta crianças. Ele costuma a dizer que mesmo as crianças de hoje que serão os gays do futuro não lhe interessam. Segundo ele, até elas crescerem ele já será velho demais e nem ele nem elas terão interesse recíprocos...

Então como argumentar com aqueles gays (muitos, aliás) ou mesmo heteros que não sonham em ter filhos? Que não planejam adotar ou ter crianças em sua família? Que motivos teriam pra pensar no futuro?

No blog Sexo (gay) e a cidade (pequena), um post me fez pensar na questão do futuro pra quem não tem mais planos do que simplesmente viver(Aliás, por que esse blog está parado??). Existem motivos para pensar diferente?

Ok. Não pensar no futuro da humanidade seria uma visão egoísta e reprovável perante os olhos das outras pessoas. Mas é só por isso que devemos pensar nos outros?

Eu respondo: só isso? Isso já é demais! Estamos falando de ética. Agir, não por um interesse, mas por um ideal. O quanto de ética existe na atitude diária de cada um? Ideais existem no mundo de hoje?

As vezes, sinto que as pessoas de hoje não se movem por um ideal ou pela ética. É difícil falar a mesma língua porque os valores não são os mesmos. Vejo muitos gays que se contentam com um mundinho de balada, pegação, drogas e não muito mais que isso. E aí me sinto mais fora desse mundo. Não quero pão e circo, eu quero muito mais! E não só pra mim, mas para os outros também! Afinal, sou um idealista nato!

Resta a esperança dos versos da canção "Travessuras" do Oswaldo Montenegro: "Nossa geração não quer sonhar / Pois que sonhe a que há de vir".
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